A família é o remédio mais eficaz para combater a epidemia de crack
A declaração é do Secretário de Defesa Social de Vila Velha, Ledir Porto, que representou o senador Magno Malta no debate da Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes Químicos de Álcool, Crack e outras Drogas do Congresso Nacional em Brasília.
Os números são assustadores. Mais de 1.5 milhão de usuários de crack em todo o Brasil. O Estado não tem condições de resolver sozinho o problema das inúmeras cracolândias no país. A participação da família e de comunidades terapêuticas é fundamental para a prevenção, tratamento e reinserção social dos dependentes.
O secretário de Defesa Social do Município de Vila Velha, Ledir da Silva Porto, reforçou a importância das comunidades terapêuticas e informou que o município tem convênio com várias instituições. Para ele, o Estado deve oferecer a estrutura, porém, é necessária a atuação de pessoas solidárias e "com coração" para enfrentar o problema das drogas.
“Sem as comunidades terapêuticas, é impossível o governo fazer alguma coisa”, avaliou Ledir Porto, ao afirmar que o Brasil não está preparado para enfrentar o problema do crack. O capixaba foi aplaudido pela forma direta de debater o tema crucial que representa um grande desafio para a saúde pública.
As ações adotadas em Vila Velha, informou o secretário, incluem o combate ao tráfico de drogas pelo Ministério Público, pela Justiça e Polícia Federal; eliminação de espaços usados para consumo de crack — as chamadas cracolândias — e acolhimento em instituição para tratamento do dependente. Ele disse que a prefeitura instalou câmeras para monitorar as ruas e flagrar os usuários e traficantes.
Ledir Porto também já viveu o outro lado negro das drogas e foi recuperado no Projeto Vem Viver, instituição fundada pelo senador Magno Malta. “Ledir virou a página, de usuário passou a ser a maior referência em segurança pública no Estado. É estudioso e tem a prática de como lidar com os jovens”, explicou Magno Malta.
Para o senador, que fez pronunciamento no plenário, “tudo vem da família, principalmente a educação, os bons costumes e a formação do caráter. Família estruturada reflete uma sociedade também estruturada. Não tem como combater esta epidemia de crack sem a participação da família. O Ministério da Saúde também já reconhece a importância das comunidades terapêuticas e temos conversado até com a presidenta Dilma Rousseff. Este é um enfrentamento de todas as pessoas de bem”, finalizou Malta.
Marta Lança
Assessora do Senador Magno Malta
(61) 3303-4161/3303-1708
(31) 9262-3000
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
História do Pr. Anselmo Silvestre - Lider de Honra as Assembleias de Deus em Minas Gerais.
Pastor Presidente de Honra das Assembleias de Deus em Minas Gerais.
Nasceu em 1º de junho de 1916, em Sabinópolis Gerais (MG).
Em 1930, aos 13 anos, mudou-se para Belo Horizonte. Casou-se com Bernarda, com quem teve oito filhos: Ruth, Jeremias, Isaías, Oséias, Ezequias, Sulamita, Judith e Noemi. Sua conversão ao evangelho aconteceu em maio de 1939, em Belo Horizonte (MG), por meio da cura de sua esposa. Quando recém-casado, sua esposa Bernarda sofria de epilepsia e ficou desenganada pelos médicos. Anselmo resolveu então procurar ajuda no espiritismo. Porém, depois de quatro sessões, sua esposa não encontrou a cura. Ele ficou desesperado e um dia tentou esquecer o grave problema indo a um baile. No dia seguinte, encontrou um velho amigo, que lhe falou sobre o evangelho e o convidou para assistir a um culto na casa de seu irmão. Era um culto pentecostal, realizado por crentes da Assembleia de Deus. Nesse culto, em a um “turbilhão de aleluia, glórias a Deus e línguas estranhas”, sua esposa foi curada e o casal aceitou o evangelho. Poucos dias depois, Anselmo também adoeceu gravemente, por causa de uma pneumonia dupla, mas recebeu a cura.
Em dezembro de 1939, foi batizado nas águas, pelo missionário sueco Algot Svensson, então pastor da Assembleia de Deus de Belo Horizonte, tendo já recebido o batismo com o Espírito Santo. Quando estava no antigo templo da AD de Belo Horizonte, no bairro Padre Eustáquio (Rua Uberlândia 620), para participar, pela primeira vez, da Ceia, o pastor Algot declarou à igreja: “Precisamos de um bom porteiro. O senhor, como se chama?” Uma pessoa que estava ao seu lado adiantou: “Anselmo Silvestre, ele foi batizado ontem”. Então o pastor Algot prosseguiu: “O irmão quer se levantar para que a igreja o conheça? Aceita o cargo de porteiro?” Anselmo aceitou e começou imediatamente a trabalhar, ficando nesse cargo durante um ano, sendo o primeiro a chegar e o último a sair da igreja.
Em 1940, foi separado para trabalhar como diácono. Naquela época, a AD em Belo Horizonte possuía cerca de trezentos membros em toda capital. Havia poucos obreiros. Então, mesmo como diácono, Anselmo desenvolvia intenso trabalho evangelístico e pastoral no interior do Estado, em cidades designadas pelo missionário Svensson, tais como Corinto, Curvelo, Pirapora, Montes Claros e outras. Muitas vezes, essas viagens eram custeadas por Anselmo, que, na época, trabalhava na empresa de Estrada de Ferro Central do Brasil. Quando estava para ser promovido, e passaria a ganhar o salário de três contos de réis, foi chamado para trabalhar em tempo integral na igreja, ganhando bem menos. Em 1945, foi consagrado a evangelista, e em 1950, ao ministério pastoral.
Pastor Anselmo Silvestre foi um grande auxiliar do missionário Svensson durante a construção do templo da Rua São Paulo, 1341, no centro da capital Mineira, inaugurado em 13 de maio de 1956.
Em 1958, o missionário Svensson viajou com a família para descanso na Suécia. Estando naquele país, faleceu em 5 de Junho de 1959. Anselmo Silvestre, vice-presidente, foi eleito pelo Ministério, por unanimidade, para pastorear a igreja. Embora Anselmo considerasse que havia pastores mais experientes que ele, como José Alves Pimentel, Geraldo de Freitas e Geraldo Sales, os primeiros consagrados em Minas Gerais.
Quando assumiu a igreja, havia, na capital, apenas 1300 membros e seis congregações. A igreja na capital mineira cresceu em todas as áreas, possuindo atualmente muitos templos, milhares de crentes e centenas de obreiros.
Em 1998 inaugurou um prédio de doze andares nos fundos do templo, para abrigar departamentos da igreja, o escritório da Convenção Estadual dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Brasil (COMADEMG) .
Em 1964, começou a investir em missões enviando o Pastor Philemon Rodrigues da Silva para o campo missionário na Bolívia. Atualmente, a igreja mantém mais de 140 missionários em diversos países.
Anselmo ocupou cinco vezes a vice-presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), em 1962-64, 1997-99, 1999-2001, 2001-03 e 2003-05, 2005-2006 além de outros cargos na Mesa Diretora e, como conselheiro, em órgãos da Convenção.
Em seu pastorado, a AD de Belo Horizonte hospedou duas assembléias gerais da CGADB (1981 e 1997). Como líder das Assembleias de Deus, viaja frequentemente por todo o país e ao Exterior, tendo visitado Estados Unidos da América, Israel, Coreia do Sul, Ucrânia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e outros.
Pastor Anselmo continua atuante na liderança do seu Ministério. Viúvo desde 31 de dezembro de 1986, Anselmo Silvestre é conhecido em todo o país pelo seu vigor extraordinário, apesar da idade (sempre viajando), pelo seu bom humor e por gostar de cantar, nas igrejas e convenções, o hino cujo refrão conclama a todos ao avivamento, declarando que “tem que começar pelo altar”.
Por Mary Silvestre Leal
Nasceu em 1º de junho de 1916, em Sabinópolis Gerais (MG).
Em 1930, aos 13 anos, mudou-se para Belo Horizonte. Casou-se com Bernarda, com quem teve oito filhos: Ruth, Jeremias, Isaías, Oséias, Ezequias, Sulamita, Judith e Noemi. Sua conversão ao evangelho aconteceu em maio de 1939, em Belo Horizonte (MG), por meio da cura de sua esposa. Quando recém-casado, sua esposa Bernarda sofria de epilepsia e ficou desenganada pelos médicos. Anselmo resolveu então procurar ajuda no espiritismo. Porém, depois de quatro sessões, sua esposa não encontrou a cura. Ele ficou desesperado e um dia tentou esquecer o grave problema indo a um baile. No dia seguinte, encontrou um velho amigo, que lhe falou sobre o evangelho e o convidou para assistir a um culto na casa de seu irmão. Era um culto pentecostal, realizado por crentes da Assembleia de Deus. Nesse culto, em a um “turbilhão de aleluia, glórias a Deus e línguas estranhas”, sua esposa foi curada e o casal aceitou o evangelho. Poucos dias depois, Anselmo também adoeceu gravemente, por causa de uma pneumonia dupla, mas recebeu a cura.
Em dezembro de 1939, foi batizado nas águas, pelo missionário sueco Algot Svensson, então pastor da Assembleia de Deus de Belo Horizonte, tendo já recebido o batismo com o Espírito Santo. Quando estava no antigo templo da AD de Belo Horizonte, no bairro Padre Eustáquio (Rua Uberlândia 620), para participar, pela primeira vez, da Ceia, o pastor Algot declarou à igreja: “Precisamos de um bom porteiro. O senhor, como se chama?” Uma pessoa que estava ao seu lado adiantou: “Anselmo Silvestre, ele foi batizado ontem”. Então o pastor Algot prosseguiu: “O irmão quer se levantar para que a igreja o conheça? Aceita o cargo de porteiro?” Anselmo aceitou e começou imediatamente a trabalhar, ficando nesse cargo durante um ano, sendo o primeiro a chegar e o último a sair da igreja.
Em 1940, foi separado para trabalhar como diácono. Naquela época, a AD em Belo Horizonte possuía cerca de trezentos membros em toda capital. Havia poucos obreiros. Então, mesmo como diácono, Anselmo desenvolvia intenso trabalho evangelístico e pastoral no interior do Estado, em cidades designadas pelo missionário Svensson, tais como Corinto, Curvelo, Pirapora, Montes Claros e outras. Muitas vezes, essas viagens eram custeadas por Anselmo, que, na época, trabalhava na empresa de Estrada de Ferro Central do Brasil. Quando estava para ser promovido, e passaria a ganhar o salário de três contos de réis, foi chamado para trabalhar em tempo integral na igreja, ganhando bem menos. Em 1945, foi consagrado a evangelista, e em 1950, ao ministério pastoral.
Pastor Anselmo Silvestre foi um grande auxiliar do missionário Svensson durante a construção do templo da Rua São Paulo, 1341, no centro da capital Mineira, inaugurado em 13 de maio de 1956.
Em 1958, o missionário Svensson viajou com a família para descanso na Suécia. Estando naquele país, faleceu em 5 de Junho de 1959. Anselmo Silvestre, vice-presidente, foi eleito pelo Ministério, por unanimidade, para pastorear a igreja. Embora Anselmo considerasse que havia pastores mais experientes que ele, como José Alves Pimentel, Geraldo de Freitas e Geraldo Sales, os primeiros consagrados em Minas Gerais.
Quando assumiu a igreja, havia, na capital, apenas 1300 membros e seis congregações. A igreja na capital mineira cresceu em todas as áreas, possuindo atualmente muitos templos, milhares de crentes e centenas de obreiros.
Em 1998 inaugurou um prédio de doze andares nos fundos do templo, para abrigar departamentos da igreja, o escritório da Convenção Estadual dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Brasil (COMADEMG) .
Em 1964, começou a investir em missões enviando o Pastor Philemon Rodrigues da Silva para o campo missionário na Bolívia. Atualmente, a igreja mantém mais de 140 missionários em diversos países.
Anselmo ocupou cinco vezes a vice-presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), em 1962-64, 1997-99, 1999-2001, 2001-03 e 2003-05, 2005-2006 além de outros cargos na Mesa Diretora e, como conselheiro, em órgãos da Convenção.
Em seu pastorado, a AD de Belo Horizonte hospedou duas assembléias gerais da CGADB (1981 e 1997). Como líder das Assembleias de Deus, viaja frequentemente por todo o país e ao Exterior, tendo visitado Estados Unidos da América, Israel, Coreia do Sul, Ucrânia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e outros.
Pastor Anselmo continua atuante na liderança do seu Ministério. Viúvo desde 31 de dezembro de 1986, Anselmo Silvestre é conhecido em todo o país pelo seu vigor extraordinário, apesar da idade (sempre viajando), pelo seu bom humor e por gostar de cantar, nas igrejas e convenções, o hino cujo refrão conclama a todos ao avivamento, declarando que “tem que começar pelo altar”.
Por Mary Silvestre Leal
quarta-feira, 27 de julho de 2011
AS SETE PALAVRAS DA CRUZ - Primeira Palavra
Estando Jesus Cristo dependurado na cruz, citou sete palavras, ou frases, as quais são conhecidas no meio evangélico como AS SETE PALAVRAS DA CRUZ. Cristo não fala aleatoriamente ou apenas por falar.
Em cada expressão há um fundamento, em cada palavra um significado. Vamos meditar por alguns momentos sobre estas sete frases da cruz, conhecer a sua verdade, para crescimento espiritual da Igreja edificada no Corpo de Cristo, pelo socorro do Espírito Santo de Deus.
PRIMEIRA PALAVRA
UM BRADO DE PERDÃO
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
Jesus Cristo suportara todo o flagelo dos citados julgamentos e os sinais profundos marcavam seu corpo puro: cortes das chibatadas, equimoses das pancadas, hemorragias da coroa de espinhos, além do sono, fome e sede.
Restava ainda alguma força ao condenado para carregar a cruz e caminhar sob o seu peso. E Jesus a carregou, por vezes ajudado: suas resistências já eram poucas. Mas muito ainda faltava. O tempo passava.
É chegado, então, o grande, o terrível momento. É preciso enfrentá-lo. É o fim da voluntária missão! Deitam o Senhor, estendem-lhe os braços sobre a cruz e as marteladas certeiras dos carrascos fazem penetrar, segundo os estudiosos, nos punhos, os longos cravos, habilmente introduzidos por quem rotineiramente cumpria esta missão.
Logo após levantam o réu. Põem-no de pé com o patíbulo, a componente horizontal da cruz já fixada aos braços estendidos do Senhor. Tiram-lhe a roupa (e repartindo os seus vestidos - Lucas 23:34) tomam duas hastes e içam o seu corpo traumatizado, encaixando o patíbulo ao tronco, componente vertical da cruz, ali já fixo.
Tudo está pronto! E os escárnios dos assistentes não cessam. Cada vez são mais contundentes, a nível de chacotas. Lá está o Senhor. Pendurado por três longos cravos que faziam verter um pouco de sangue.
O grande capítulo, inapagável da História humana, vai-se desenrolar. De súbito, todos ficam em silêncio. O moribundo parece que vai falar. Que dirá ele? Todos se entreolham e definitivamente, fixam o seu olhar para o alto da cruz.
Faz-se silêncio. E do alto do Calvário emerge a mais incompreensível mensagem, descabida, ilógica, inadmissível. Era a Primeira Palavra da Cruz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem!...”
Como entender tal expressão?! Poucos a entendem.
Como interceder perdão aos que lhe provocaram tanto sofrimento?! Como perdoar depois de tanta angústia moral? Como perdoar depois de tanta agonia física? Depois de tanta fome e sede?
Mas a Primeira Palavra da Cruz era maior que todo o sofrimento, que toda a asfixia… “Pai, perdoa-lhes…” Esta é a primeira das sete últimas palavras que Jesus proferiu na cruz do Calvário.
Imaginemos a cena: três cruzes se projectam no horizonte. No meio está o Senhor Jesus. Do lado direito, um malfeitor e do esquerdo outro malfeitor. Jesus morreu como sempre viveu. Veio a este mundo para buscar os pecadores. Viveu entre eles para os poder alcançar, os perdoar e os transformar.
E quando chegou a hora de morrer, morreu crucificado entre eles.
Com todo o poder para transformar o universo em minúsculas partículas, ou fazer desaparecer tudo repentinamente, não pediu vingança ao Pai, pediu que lhes perdoassem, deixando em si mesmo, o maior exemplo de bondade e humildade, porque SUBLIME É O PERDÃO.
Eis um dos maiores desafios da Vida Cristã: o perdão. O ser humano diviniza-se quando perdoa. Supera suas limitações terrenas. Seu espírito se eleva para se capacitar ao perdão. Eis porque é quase impossível ao ser humano perdoar. Não é da sua natureza. É difícil e para muitos até impossível. O rancor é maior que o perdão. A natureza humana do Velho Homem é mais forte que a natureza divina do Novo Homem, como regra.
Mas o desafio está lançado. Lançado lá de cima do Calvário, através da Primeira Palavra da Cruz. O perdão, que descia, naquele momento, do altar da teoria ao chão da realização prática. Perdão a inimigos. Perdão a assassinos. Perdão a escarnecedores. Perdão que até argumentava junto a Deus pelos criminosos: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.
Em Seu primeiro brado na cruz, na hora da morte, Jesus chamou Deus de “Pai”, quando era tratado injustamente. Quando a multidão chegou ao lugar chamado “Caveira” (Lucas 23:34), a cruz foi deitada ao chão, e Ele foi posto sobre ela. Foi nesse momento que começou a oração: “Pai, perdoa-lhes…” (Lucas 23:34).
Ele tinha uma coroa de espinhos furando o seu rosto, mas isso não O impedia de ver o amor de seu Pai. Suas mãos estavam pregadas numa cruz, não podiam curar pessoas, mas Ele podia orar. Seus pés não podiam mais andar para alcançar o pecador. Mas isso não O impedia de orar.
Pensemos agora num outro aspecto do texto bíblico. Na hora da agonia Jesus clama a Seu Pai, mas não o faz pedindo ajuda. Sua primeira palavra podia ter sido: “Pai, tira-me daqui, liberta-me, acalma a minha dor. Mas na hora da agonia Jesus não ora por Ele, ora pelos outros. E não é por Seus amigos ou Seus familiares.
Orou pelos Seus inimigos, por aqueles que O esbofetearam, por aqueles que pregaram Suas mãos e pés, por aquele que cuspiu em Seu rosto, por aquele que colocou a coroa de espinhos em Sua fronte.
Jesus ora pelos Seus inimigos e pede que Deus lhes perdoe.
“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Eles ignoravam o delito que estavam cometendo? É lógico que não! Judas sabia que havia traído o Amigo. Pilatos sabia que havia condenado um homem inocente.
O Sinédrio sabia que havia subornado testemunhas falsas para sustentar as acusações. Nenhum deles ignorava os crimes dos quais eram culpados, mas ignoravam a monstruosidade de seus crimes. Por alguma razão, não sabiam que estavam crucificando o Filho de Deus.
Por incrível que pareça, Pedro acreditava que todos eles ignoravam a total extensão da sua culpa. Vejamos a sua pregação: “E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do que nós somos testemunhas… e agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes” (Actos 3:15, 17). Por causa de seu sermão, cerca de duas mil pessoas aceitaram a Jesus como o Messias.
Devemos somar esse número aos três mil que responderam à mensagem no dia de Pentecostes, que perfazem cinco mil pessoas (Actos 4:4). Será que Deus perdoou essas pessoas sem que tivessem pedido perdão? Não! A oração não foi feita a favor dos que não queria ser perdoados, mas dos que buscaram o perdão.
Jesus disse: “Mas a vós, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem, bendizei os que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses.
Ama, pois, a vossos inimigos, e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6:27-29).
O Senhor sonda os nossos corações, Ele sabe perfeitamente que prostrar-se diante do Pai e rogar-lhe o perdão, é algo relativamente fácil. Mas tirar a mágoa do coração, perdoar e não se lembrar mais, já não é tão simples assim. Por isso Ele, condicionou: se perdoarmos aos homens as suas ofensas, receberemos o perdão do Pai, porém, se não perdoarmos também não seremos perdoados.
No primeiro brado da cruz ecoa a única palavra sem a qual não podemos ser salvos: perdão. Tanto naquela época como agora, ele é livremente concedido aos que o recebem humildemente. Afortunadamente, a morte de Jesus fez que a resposta a essa oração se tornasse uma realidade
Em cada expressão há um fundamento, em cada palavra um significado. Vamos meditar por alguns momentos sobre estas sete frases da cruz, conhecer a sua verdade, para crescimento espiritual da Igreja edificada no Corpo de Cristo, pelo socorro do Espírito Santo de Deus.
PRIMEIRA PALAVRA
UM BRADO DE PERDÃO
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
Jesus Cristo suportara todo o flagelo dos citados julgamentos e os sinais profundos marcavam seu corpo puro: cortes das chibatadas, equimoses das pancadas, hemorragias da coroa de espinhos, além do sono, fome e sede.
Restava ainda alguma força ao condenado para carregar a cruz e caminhar sob o seu peso. E Jesus a carregou, por vezes ajudado: suas resistências já eram poucas. Mas muito ainda faltava. O tempo passava.
É chegado, então, o grande, o terrível momento. É preciso enfrentá-lo. É o fim da voluntária missão! Deitam o Senhor, estendem-lhe os braços sobre a cruz e as marteladas certeiras dos carrascos fazem penetrar, segundo os estudiosos, nos punhos, os longos cravos, habilmente introduzidos por quem rotineiramente cumpria esta missão.
Logo após levantam o réu. Põem-no de pé com o patíbulo, a componente horizontal da cruz já fixada aos braços estendidos do Senhor. Tiram-lhe a roupa (e repartindo os seus vestidos - Lucas 23:34) tomam duas hastes e içam o seu corpo traumatizado, encaixando o patíbulo ao tronco, componente vertical da cruz, ali já fixo.
Tudo está pronto! E os escárnios dos assistentes não cessam. Cada vez são mais contundentes, a nível de chacotas. Lá está o Senhor. Pendurado por três longos cravos que faziam verter um pouco de sangue.
O grande capítulo, inapagável da História humana, vai-se desenrolar. De súbito, todos ficam em silêncio. O moribundo parece que vai falar. Que dirá ele? Todos se entreolham e definitivamente, fixam o seu olhar para o alto da cruz.
Faz-se silêncio. E do alto do Calvário emerge a mais incompreensível mensagem, descabida, ilógica, inadmissível. Era a Primeira Palavra da Cruz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem!...”
Como entender tal expressão?! Poucos a entendem.
Como interceder perdão aos que lhe provocaram tanto sofrimento?! Como perdoar depois de tanta angústia moral? Como perdoar depois de tanta agonia física? Depois de tanta fome e sede?
Mas a Primeira Palavra da Cruz era maior que todo o sofrimento, que toda a asfixia… “Pai, perdoa-lhes…” Esta é a primeira das sete últimas palavras que Jesus proferiu na cruz do Calvário.
Imaginemos a cena: três cruzes se projectam no horizonte. No meio está o Senhor Jesus. Do lado direito, um malfeitor e do esquerdo outro malfeitor. Jesus morreu como sempre viveu. Veio a este mundo para buscar os pecadores. Viveu entre eles para os poder alcançar, os perdoar e os transformar.
E quando chegou a hora de morrer, morreu crucificado entre eles.
Com todo o poder para transformar o universo em minúsculas partículas, ou fazer desaparecer tudo repentinamente, não pediu vingança ao Pai, pediu que lhes perdoassem, deixando em si mesmo, o maior exemplo de bondade e humildade, porque SUBLIME É O PERDÃO.
Eis um dos maiores desafios da Vida Cristã: o perdão. O ser humano diviniza-se quando perdoa. Supera suas limitações terrenas. Seu espírito se eleva para se capacitar ao perdão. Eis porque é quase impossível ao ser humano perdoar. Não é da sua natureza. É difícil e para muitos até impossível. O rancor é maior que o perdão. A natureza humana do Velho Homem é mais forte que a natureza divina do Novo Homem, como regra.
Mas o desafio está lançado. Lançado lá de cima do Calvário, através da Primeira Palavra da Cruz. O perdão, que descia, naquele momento, do altar da teoria ao chão da realização prática. Perdão a inimigos. Perdão a assassinos. Perdão a escarnecedores. Perdão que até argumentava junto a Deus pelos criminosos: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.
Em Seu primeiro brado na cruz, na hora da morte, Jesus chamou Deus de “Pai”, quando era tratado injustamente. Quando a multidão chegou ao lugar chamado “Caveira” (Lucas 23:34), a cruz foi deitada ao chão, e Ele foi posto sobre ela. Foi nesse momento que começou a oração: “Pai, perdoa-lhes…” (Lucas 23:34).
Ele tinha uma coroa de espinhos furando o seu rosto, mas isso não O impedia de ver o amor de seu Pai. Suas mãos estavam pregadas numa cruz, não podiam curar pessoas, mas Ele podia orar. Seus pés não podiam mais andar para alcançar o pecador. Mas isso não O impedia de orar.
Pensemos agora num outro aspecto do texto bíblico. Na hora da agonia Jesus clama a Seu Pai, mas não o faz pedindo ajuda. Sua primeira palavra podia ter sido: “Pai, tira-me daqui, liberta-me, acalma a minha dor. Mas na hora da agonia Jesus não ora por Ele, ora pelos outros. E não é por Seus amigos ou Seus familiares.
Orou pelos Seus inimigos, por aqueles que O esbofetearam, por aqueles que pregaram Suas mãos e pés, por aquele que cuspiu em Seu rosto, por aquele que colocou a coroa de espinhos em Sua fronte.
Jesus ora pelos Seus inimigos e pede que Deus lhes perdoe.
“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Eles ignoravam o delito que estavam cometendo? É lógico que não! Judas sabia que havia traído o Amigo. Pilatos sabia que havia condenado um homem inocente.
O Sinédrio sabia que havia subornado testemunhas falsas para sustentar as acusações. Nenhum deles ignorava os crimes dos quais eram culpados, mas ignoravam a monstruosidade de seus crimes. Por alguma razão, não sabiam que estavam crucificando o Filho de Deus.
Por incrível que pareça, Pedro acreditava que todos eles ignoravam a total extensão da sua culpa. Vejamos a sua pregação: “E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do que nós somos testemunhas… e agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes” (Actos 3:15, 17). Por causa de seu sermão, cerca de duas mil pessoas aceitaram a Jesus como o Messias.
Devemos somar esse número aos três mil que responderam à mensagem no dia de Pentecostes, que perfazem cinco mil pessoas (Actos 4:4). Será que Deus perdoou essas pessoas sem que tivessem pedido perdão? Não! A oração não foi feita a favor dos que não queria ser perdoados, mas dos que buscaram o perdão.
Jesus disse: “Mas a vós, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem, bendizei os que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses.
Ama, pois, a vossos inimigos, e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6:27-29).
O Senhor sonda os nossos corações, Ele sabe perfeitamente que prostrar-se diante do Pai e rogar-lhe o perdão, é algo relativamente fácil. Mas tirar a mágoa do coração, perdoar e não se lembrar mais, já não é tão simples assim. Por isso Ele, condicionou: se perdoarmos aos homens as suas ofensas, receberemos o perdão do Pai, porém, se não perdoarmos também não seremos perdoados.
No primeiro brado da cruz ecoa a única palavra sem a qual não podemos ser salvos: perdão. Tanto naquela época como agora, ele é livremente concedido aos que o recebem humildemente. Afortunadamente, a morte de Jesus fez que a resposta a essa oração se tornasse uma realidade
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