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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Até onde pode ser a perseguição à qualquer crença - Saibamos mais dos Direitos Universais!

Perseguição X liberdade religiosa

Duas fontes atuais nos ajudam a definir o que é a perseguição – As Convenções da ONU (Organização das Nações Unidas), e a própria Bíblia Sagrada.
De acordo com o Artigo 18 da Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.
O Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, de 1966, expandiu esse Artigo:
1. Toda pessoa terá direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião. Esse direito implicará a liberdade de ter ou adotar uma religião ou crença de sua escolha e a liberdade de professar sua religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto pública como privadamente, por meio do culto, da celebração de ritos, de práticas e do ensino.
2. Ninguém poderá ser submetido a medidas coercitivas que possam restringir sua liberdade de ter ou de adotar uma religião ou crença de sua escolha.
3. A liberdade de manifestar a própria religião ou crença estará sujeita apenas às limitações previstas em lei e que se façam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas.
4. Os estados-partes no presente Pacto comprometem-se a respeitar a liberdade dos pais - e, quando for o caso, dos tutores legais - de assegurar aos filhos a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.
Pode-se dizer então, que o individuo é perseguido se for privado de qualquer dos elementos fundamentais da liberdade religiosa.
Segundo o fundador da Portas Abertas, Irmão André, “perseguição não se refere a casos individuais, mas sim, quando um sistema, político ou religioso, tira a liberdade de um cristão ou o acesso à Bíblia, restringe ou proíbe o evangelismo de jovens e crianças, atividades da igreja e de missões.
Para o Irmão André, não é legítimo usar o termo perseguição para descrever uma tragédia individual que ocorre numa sociedade que concede liberdade religiosa. É um termo que deve ser reservado para comunidades inteiras que enfrentam campanhas organizadas de repressão e discriminação, como ocorreu no estado de Orissa, na Índia, em 2008.
Perseguição segundo a Bíblia
Além do apóstolo Paulo, os cristãos do Novo Testamento enfrentaram cinco fontes de perseguição: 


Governantes (Atos 12.2)
Sacerdotes (Mateus 26.3,4; Atos 2.36; João 18.31; Atos 7.54-59)
Mercadores (Atos 16 e 19)
Agitadores (Atos 17)
Família (Mateus 10.35,36)

Enfim, a Bíblia afirma: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3.12).
Para grande parte dos cidadãos do mundo ocidental, cristãos ou não, o tema “perseguição religiosa” pode soar estranho. Uma das explicações talvez seja o fato de que a maioria dos países deste lado do globo vive em plena democracia e por isso, em geral, as pessoas estão acostumadas a ter seus direitos garantidos por lei. No entanto, essa ideia de que a liberdade e o acesso a direitos fundamentais estão consolidados para a maior parte da população mundial neste século 21 tem se mostrado uma ilusão.
Os países que apresentam elevados índices de restrições à religião não são maioria – 64, no total –, porém abrigam a maior parte da população mundial.
Países como China, Índia, Irã, Iraque, Afeganistão, entre outros, costumam ocupar as manchetes por diferentes motivos, mas raramente são vinculados pela mídia secular à perseguição, muitas vezes implacável, que impõem aos adeptos da fé cristã. Admitir e conhecer a realidade da perseguição é o primeiro passo para que a Igreja se posicione ao lado daqueles membros do Corpo que sofrem por seguir a Cristo e para que passe a agir em favor deles.
Se quiser saber mais detalhes sobre a perseguição nos dias de hoje, leia o livro A fé que persevera – Guia essencial sobre a perseguição à Igreja, de Ronald Boyd-MacMillan, publicado pela Portas Abertas.
No livro, Ronald Boyd-MacMillan afirma: “[Há] dois elementos centrais que nos levam além do Artigo 18. Primeiro, nas palavras de um pregador palestino ‘Isso não diz respeito a nós’. A perseguição diz respeito a Cristo, e a trindade do mal (carne, mundo e diabo) está tentando chegar até Cristo por meio de nós. Não somos nós, estritamente falando, o objeto da perseguição. Nós somos as vítimas dela. Segundo, a perseguição é universal. Essa trindade do mal está perseguindo Cristo, o nosso novo Senhor, estejamos definhando num campo de trabalhos forçados ou deitados no convés de um iate. Bastante simples: se levamos conosco a nossa nova identidade de Cristo, seremos perseguidos”. 
Fonte: Missão Portas Abertas

terça-feira, 24 de maio de 2011

O DEVIDO LUGAR DO SENHOR

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela (Salmo 127.1).

Erra muito quem não busca o Senhor nem para as coisas grandes nem para as mínimas. Isso pode acontecer conosco também. Muitas vezes, lutamos para o nosso futuro e o de nossos filhos, mas nem sempre consultamos a Deus. Quem não edificar a casa com Ele verá que fez uma obra fraca e sem garantia de sucesso. Não há necessidade de ficarmos preocupados com o que nos poderá acontecer amanhã; basta crer na Palavra, pois Ele quer vigiar a nossa cidade, a nossa rua, a nossa casa e, também, a nossa vida. Mas será que temos crido nEle?

Deixar de buscar as orientações divinas em oração e na Palavra é caminhar em terreno desconhecido, que, fatalmente, irá levar-nos a um destino errado. Muitos nem mesmo têm pedido a Deus a direção para as importantes decisões da vida – como, por exemplo, a escolha da profissão, do cônjuge, ou a compra de uma casa. Desprezar a orientação dEle por causa de algo que desperta a nossa atenção e aparenta ser o melhor traz resultados ruins.

Em todos esses anos de ministério, tenho aconselhado muita gente com os mais diversos problemas e percebido que, em quase 100% dos casos, o que motivou as pessoas a tomarem uma atitude foi a aparência, o conforto ou mesmo a facilidade que se apresentava. Consequentemente, sobrevieram-lhes os piores problemas. Mas, se tivessem buscado a direção divina e crido nela, teriam tido outro futuro.

Não há quem não esteja preocupado com a própria velhice e com o futuro dos filhos – e, para essas coisas, empreende-se todo esforço e energia. No entanto, o versículo declara que a casa erguida sem o Senhor é uma edificação vã. O que pode ser considerado sucesso, na verdade, é o mínimo que a pessoa conseguiria se tivesse buscado e seguido o concurso do Céu.

Como Pai, o Senhor sempre terá o melhor para os Seus filhos. Eu mesmo não consigo imaginar-me fazendo qualquer outra coisa e sendo bem-sucedido. Como sou grato pelo convencimento dado por Deus de que, no ministério, eu iria realizar-me muito mais do que em qualquer outra área! Para outros, no entanto, o Senhor pode ter orientado a vida empresarial, artística etc. Ele sempre tem o melhor para os Seus!

Quem descansa nEle não precisa preocupar-se com o dia de amanhã, a violência ou qualquer ataque do inferno. O Senhor sabe vigiar a cidade, a nossa rua, a nossa casa e a nossa vida, bem como à dos nossos. Que lugar você tem dado a Ele?

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares