sexta-feira, 17 de maio de 2013

Deus usa Profeta que fala mentira?


Porque Deus usou "o profeta velho" de 1 Reis 13 após ele ter profetizado mentira?

 Por que Deus usou o “profeta velho” de 1 Reis 13 após ele ter profetizado mentira? 

O capítulo 13 de 1 Reis conta um evento envolvendo dois profetas. O primeiro era do Reino do Sul e foi enviado por Deus para profetizar ao rei do Norte, Jeroboão. As ordens de Deus foram muito claras: entregaria a mensagem e, para garantir a total isenção e desaprovação ao que estava ocorrendo, não receberia qualquer hospitalidade, nem voltaria pelo mesmo caminho.
A mensagem foi entregue, e confirmada pelo Senhor com os sinais realizados. O rei Jeroboão oferece acolhida e uma recompensa, que é rejeitada pelo profeta. Ao recusar a hospitalidade do rei o profeta tornou pública a ordem divina, que, logo ficou conhecida de todos daquele lugar. A notícia chegou a um profeta velho, que habitava em Betel, e ele foi ao encontro do profeta mais jovem, a fim de enganá-lo.
Ao encontrar o jovem profeta, por certo cansado e faminto, descansando ao pé de uma árvore, o profeta velho afirmou ter recebido a mensagem de um anjo, da parte de Deus, que contrariava a ordem que Deus havia dado ao jovem profeta, ele confia no profeta velho e aceita a sua hospitalidade. O texto afirma que o velho profeta mentiu (v.18).
Uma vez consumada a desobediência do homem de Judá, o profeta velho transmite uma mensagem de Deus (agora, verdadeira), que anuncia um castigo para o jovem profeta. A mensagem se cumpre, na íntegra, ele é morto por um leão, a caminho de casa. O fato de sua montaria ficar viva e o leão ao lado confirma que foi algo dirigido por Deus.
- Façamos algumas observações:

a) a mensagem do profeta velho foi dada por um anjo e era contraditória. É uma aplicação perfeita do que o apóstolo Paulo afirma em Gálatas 1.8. Um anjo não pode invalidar uma palavra divina;
b) o fato do profeta velho ter mentido na primeira mensagem não o torna inapto para receber outra mensagem de Deus, que, comprovadamente era divina, visto que veio a se cumprir (Deuteronômio 18.22).
O profeta velho pode ter mentido por vaidade pessoal, querendo mostrar que era um profeta maior que o estrangeiro. A Bíblia não declara sua motivação. Deus pode ter permitido a mentira, embora não a estimulasse, para provar a obediência do homem do Sul. Ao rei, ele afirmou com segurança: “não vou contigo”, mas ao profeta velho afirmou: “não posso ir contigo”. Talvez estivesse já fraquejando em suas convicções.
- Podemos extrair lições deste episódio: 

a) devemos comparar todas as profecias com a Palavra de Deus, para estarmos seguros de sua origem. Deus nunca se contradiz;
b) o fato de alguém ser usado para trazer uma mensagem de Deus não demonstra que ele é um espiritual, pois esta qualidade é determinada pelo fruto do Espírito, e não pelos dons espirituais. Balaão também foi usado pelo Senhor, mas afastou-se da verdade e prejudicou o povo de Deus;
c) devemos ter cuidado com mensagens dadas em momentos de forte emoção. É possível que o profeta velho tenha se aproveitado da situação de cansaço, fome e sede do profeta jovem para intimidá-lo.
Por Márcio Klauber Maia.

Louvor, a causa da vitória


O louvor é uma expressão de júbilo do povo de Deus tanto nos momentos de profusa alegria como no vale da dor mais atroz. Jesus, estando com sua alma angustiada, na noite em que foi traído, depois de celebrar a ceia com seus discípulos, no cenáculo, cantou um hino e saiu para o monte das Oliveiras, onde travou uma luta de sangrento suor e derramou lágrimas, na mais titânica batalha da humanidade.
 Paulo e Silas cantaram na prisão, à meia noite, com seus pés presos no tronco e com seus corpos ensanguentados. O patriarca Jó, mesmo esmagado pela dor avassaladora da morte de seus dez filhos, num único acidente, prostrou-se com o rosto em terra e adorou a Deus. Mais tarde chegou a dizer que Deus inspira canções de louvor nas noites escuras.
Queremos examinar o assunto em tela, examinando a passagem de 2 Crônicas capítulo 20. Josafá, rei de Judá, homem piedoso e temente a Deus foi entrincheirado por três nações inimigas: Edom, Amom e Moabe. Esses inimigos entraram em acordo para atacar Jerusalém. A cidade de Davi estava cercada. Os adversários já estavam posicionados, estrategicamente, às margens do Mar Morto, muito próximo de Jerusalém. A notícia chegou ao rei de Judá numa hora em que não se tinha tempo suficiente para esboçar qualquer reação àquele grande exército invasor. Nesse momento, Josafá teve medo. Sabia que era uma causa humanamente perdida. Sabia que o tempo conspirava contra ele. Sabia que seus recursos eram insuficientes para entrar naquela peleja. Em vez de desesperar-se, porém, Josafá pôs-se a buscar o Senhor, e decretou um jejum em todo o Judá e conclamou o povo a orar. O próprio rei confessou não saber o que fazer, mas reafirmou sua confiança em Deus, quando disse: “os nossos olhos estão postos em ti”.
Quando o povo clama a Deus, a resposta vem e vem trazendo orientação segura. O povo não deveria temer. Deus lutaria por ele. A vitória não viria do braço da carne nem da estratégia militar. Deus mesmo desbarataria seus inimigos e lhes daria retumbante vitória. Surpreendentemente, Deus ordenou que se ordenasse cantores que, fossem à frente do exército, cantando louvores ao Senhor, em voz alta sobremaneira. A vitória viria não pela espada, mas pelo louvor. Viria não pelo combate, mas pela adoração. Diz a Escritura que, tendo eles começado a cantar e a dar louvores a Deus, o Senhor pôs emboscada contra os inimigos e eles foram desbaratados. A vitória não veio como resultado da batalha, mas como consequência do louvor. O louvor não é apenas arma de guerra, mas o brado do triunfo. O louvor não é apenas consequência da vitória, mas, sobretudo, a causa da vitória. Não devemos louvar a Deus apenas depois que o inimigo foi derrotado, mas devemos louvar para que o inimigo seja derrotado. Não devemos louvar apenas porque o sol está brilhando, mas devemos louvar mesmo nas noites escuras. Não devemos louvar apenas depois que a tempestade se foi, mas louvar para que ela se vá. O louvor é uma expressão de confiança inabalável de que Deus está no controle da situação, mesmo que nós já tenhamos perdido o controle. O louvor é a manifestação de nossa alegria em Deus, mesmo que as circunstâncias à nossa volta conspirem contra nós. O louvor não é apenas um sentimento ou uma emoção, mas uma atitude de descansar em Deus e exultar em sua bondosa providência.
Quando o povo de Israel chegou no acampamento do inimigo, o vale da ameaça, encontraram seus adversários mortos e o acampamento repleto de ricos despojos. O vale da ameaça foi chamado de “vale da bênção”. O lugar do perigo, tornou-se o território da vitória. O ambiente de apreensão e medo, transformou-se no palco da celebração. A arena da espoliação, converteu-se em campo fértil da provisão. Aquilo que apontava para a morte irremediável, transformou-se no cenário mais eloquente da vida. O louvor ainda hoje nos coloca acima dos problemas e mais perto daquele que está assentado na sala de comando do universo.

Pastor Saeed Abedini sai da solitária e esposa comemora


Na última sexta-feira (10), o pastor Saeed Abedini, que está encarcerado na prisão Evin, no Irã, desde setembro de 2012, saiu da solitária, onde passou "o pior aniversário possível". Sua esposa, Naghmeh, afirmou ao Centro Americano de Lei e Justiça (ACLJ, sigla em inglês), que está aliviada com a notícia
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“Sua soltura da solitária é resultado de muitas preces. Estou aliviada de ver meu marido fora da solitária, mas ainda estou profundamente preocupada com a saúde de Saeed. Enquanto isso é uma pequena vitória, ainda procuro que a justiça seja feita para que Saeed seja solto”, disse Naghmeh.
Segundo o ACLJ, Abedini e outros prisioneiros teriam assinado uma carta na qual demonstravam sua insatisfação com relação ao atendimento médico recebido na prisão. Essa carta seria a razão de seu confinamento na solitária.
“O desenvolvimento do caso é crítico, mas [sair da solitária] aumenta nossas esperanças após uma semana tão desencorajante. Acreditamos que o pastor Saeed tenha ficado 20 dias ou mais na solitária”, afirma o ACLJ.
O ACLJ acredita que a saída de Abedini da solitária é resultado de intensas orações, de uma petição assinada por mais de 560 mil pessoas em todo o mundo e de pressão por parte do governo dos Estados Unidos, da Organização das Nações Unidas e da União Europeia.
“Temos a esperança de que o retorno para a prisão normal do pastor Saeed é um sinal que a pressão internacional está começando a surtir efeito”, afirmou o ACLJ.
Um ex-prisioneiro de Evin disse ao ACLJ que os guardas da prisão não se importam se o prisioneiro está envolvido na resistência contra o sistema de Evin ou não. “Eles puseram Saeed no confinamento solitário para colocar pressão em sua crença. Isso mostra que Saeed ficou forte por sua fé”, afirma o ex-prisioneiro.
Abedini vem sofrendo maus tratos na prisão, por isso, sua família e toda a comunidade cristã estão preocupados com seu bem estar. O ACLJ, que representa sua esposa e seus filhos, afirma que o pastor precisa de muitos cuidados médicos, pois está sofrendo constantes espancamentos, que o deixam extremamente debilitado.
O pastor foi condenado a oito anos de prisão por colocar “em perigo a segurança nacional” do Irã. No entanto, o ACLJ afirma que “a verdadeira razão pela qual Abedini foi preso é sua fé”, já que ele se recusa a negar sua crença em Jesus e voltar ao Islamismo.
Fonte: Português Christian Post