Mostrando postagens com marcador Cristianismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cristianismo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Governo Chinês pede ajuda social à Igreja

A assistência social na China passa por uma crise. Especialmente no que se refere ao atendimento à população idosa do país, a Igreja desempenhará um importante papel. Entenda por quê:
China_ajuda_social.jpg

O governo chinês recebeu de maneira positiva o auxílio da Igreja na prestação de assistência social no país. Os líderes chineses terão uma reunião em Pequim, onde será discutida a agenda política e econômica para a próxima década. Tudo indica que a Igreja terá uma importância fundamental nesse processo.
"O governo parabeniza o apoio da Igreja", disse o funcionário do Estado Wang Xinhua em uma conferência recente em Xangai, promovido pela Sociedade Bíblica, sobre a atuação do cristianismo na China. "Não há recursos suficientes para atender a todas as necessidades que temos de suprir. Por isso, precisamos contar com a ajuda de organizações religiosas."
Wang afirmou também que a "solidariedade" e o "amor" da Igreja, são um "benefício" à sociedade. Ele acrescentou que o setor de caridade da China passa por uma "crise de confiança" devido a escândalos de corrupção, afirmando que a Igreja é uma parceira do governo que inspira credibilidade.
Outro participante do evento, o líder acadêmico e professor Choong Chee Pang destacou: "Muitos problemas sociais têm suas origens na injustiça social, no abuso de poder, na desigualdade, no abismo cada vez maior entre ricos e pobres, consequente da má gestão dos recursos, corrupção e suborno".
Com muita franqueza, o professor falou ainda que, mesmo a Igreja aceitando o desafio de oferecer assistência social em toda a China, particularmente entre os idosos e pobres, não deve perder seu caráter profético.
"A Igreja tem de exercer, ao mesmo tempo, a função de profeta e servo", afirma. "Este não é um problema em uma sociedade livre ou democrática, mas, em países mais ‘fechados’, pode ser uma questão delicada. É difícil para a Igreja chinesa desempenhar um papel profético, especialmente se tiver voz crítica".
Embora seja a segunda maior economia do mundo, a China enfrenta uma crise de assistência social, principalmente no atendimento à população cada vez mais idosa. De acordo com a Academia Chinesa de Ciências Sociais, em 2040, cerca de 20 por cento da população rural terá idade superior a 65 anos.
Ainda na conferência em Xangai, o governo pediu à Igreja para além de prestar atendimento aos idosos, oferecer prevenção e reabilitação a usuários de drogas e também trabalhar com pessoas soropositivas.
Aos 64 anos de idade, Pu Ti Hua vem se beneficiando da assistência social fornecida por igrejas chinesas. Durante o terremoto de Sichuan de 2008, ela e o marido ficaram desabrigados, juntando-se então, a cerca de 200 pessoas que procuraram refúgio na igreja local da cidade de Yanting Yunxi.
"Não havia igrejas onde morávamos", diz Ti Hua. "Pela primeira vez, senti o calor e o amor dessas pessoas. Eu estava totalmente desolada e encontrei paz aqui. Perdi tudo; minha casa e todos os nossos pertences. Foi muito difícil, me senti péssima! Absolutamente vazia, por dentro e por fora. A fé em Cristo foi o que me ajudou a superar tudo isso."
Hoje, Ti Hua e seu marido Song Cheng moram em dois cômodos na parte superior da igreja. Agora, o casal retribui a gentileza cozinhando para os membros e irmãos três vezes por semana.

Fonte: World Watch Monitor
Tradução: Lara de Campos

domingo, 4 de agosto de 2013

O compromisso com o evangelho da graça

O compromisso com o evangelho da graça
O apóstolo Paulo foi levantado por Deus para ser o maior teólogo, o maior missionário e o maior plantador de igrejas da história do cristianismo. Ele foi um desbravador do evangelho, um bandeirante do cristianismo, um embaixador de Cristo, um arauto do Rei dos reis. Plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Por sua influência, igrejas se espalharam em todo o mundo Oriental e Ocidental. Sua conversão foi um grande milagre, sua vida foi uma grande cruzada em favor da evangelização e sua morte foi uma profunda demonstração de coragem. 
Quando Paulo despediu-se dos presbíteros de Éfeso, fez um dos mais belos discursos de sua carreira. Com palavras eloquentes, desafiou os líderes daquela igreja a assumirem um compromisso solene com Deus, com a Palavra e com a igreja. Para encorajá-los, deu seu próprio testemunho, como segue: "Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus" (At 20.24). No texto em apreço, três verdades são destacadas: 
Em primeiro lugar, o ministério não é conquistado por mérito, mas recebido por graça. "… o ministério que recebi do Senhor Jesus…". Paulo foi um homem vocacionado. Foi chamado por Cristo para desempenhar o ministério. Ele não se auto-intitulou apóstolo. Ele não se colocou-se num pedestal de liderança nem acendeu os holofotes sobre si mesmo. Sua vocação foi celestial. Ele ouviu a voz divina e a obedeceu. O líder cristão é também um homem vocacionado. É o Espírito Santo quem constitui líderes na igreja. Embora o episcopado pode ser desejado pelo homem, o chamado é divino. Embora a igreja escolha seus líderes, é Jesus quem chama a si os que ele mesmo quer para apascentar suas ovelhas e anunciar as boas novas de salvação. 
Em segundo lugar, o ministério não é plataforma de privilégios, mas uma arena de renúncia. "Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo…". A liderança cristã exige renúncia. Ser um líder cristão é abraçar uma sacrossanta carreira, uma excelente obra. Mas, não uma obra de engrandecimento pessoal. Ser grande é ser pequeno. Ser líder é ser servo. Ser o maior é ser servo de todos. Paulo enfrentou toda sorte de provações no exercício do seu ministério. Foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica e Beréia, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, foi acusado em Cesaréia, foi picado por uma cobra em Malta e foi preso em Roma. Suportou cadeias e açoites. Foi fustigado com varas e apedrejado. Mesmo em face da morte, não considerou sua vida preciosa para si mesmo. A abnegação e não a megalomania foi o apanágio de sua vida.
Em terceiro lugar, o ministério é regido por um ideal mais alto do que a própria vida. "… para testemunhar o evangelho da graça de Deus". Quando o ideal é maior do que a vida, vale a pena dar a vida pelo ideal. Testemunhar o evangelho da graça era o grande vetor da vida de Paulo. Ele respirava o evangelho. Vivia pelo evangelho. Estava pronto a se sacrificar e a morrer pelo evangelho. Nenhuma outra motivação governava sua vida. Não buscava grandeza para si mesmo. Não cobiçava ouro nem prata. Não buscava para si riquezas nem fama. Mesmo sofrendo ameaças e passando parte de sua vida encarcerado, jamais perdeu o entusiasmo de viver nem o senso de urgência de proclamar o evangelho. Considerava-se prisioneiro de Cristo e embaixador em cadeias. Mesmo diante das mais terríveis adversidades, Paulo tinha o coração ardente, os pés velozes e os lábios abertos para proclamar Cristo, a essência do evangelho.