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domingo, 4 de agosto de 2013

O compromisso com o evangelho da graça

O compromisso com o evangelho da graça
O apóstolo Paulo foi levantado por Deus para ser o maior teólogo, o maior missionário e o maior plantador de igrejas da história do cristianismo. Ele foi um desbravador do evangelho, um bandeirante do cristianismo, um embaixador de Cristo, um arauto do Rei dos reis. Plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Por sua influência, igrejas se espalharam em todo o mundo Oriental e Ocidental. Sua conversão foi um grande milagre, sua vida foi uma grande cruzada em favor da evangelização e sua morte foi uma profunda demonstração de coragem. 
Quando Paulo despediu-se dos presbíteros de Éfeso, fez um dos mais belos discursos de sua carreira. Com palavras eloquentes, desafiou os líderes daquela igreja a assumirem um compromisso solene com Deus, com a Palavra e com a igreja. Para encorajá-los, deu seu próprio testemunho, como segue: "Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus" (At 20.24). No texto em apreço, três verdades são destacadas: 
Em primeiro lugar, o ministério não é conquistado por mérito, mas recebido por graça. "… o ministério que recebi do Senhor Jesus…". Paulo foi um homem vocacionado. Foi chamado por Cristo para desempenhar o ministério. Ele não se auto-intitulou apóstolo. Ele não se colocou-se num pedestal de liderança nem acendeu os holofotes sobre si mesmo. Sua vocação foi celestial. Ele ouviu a voz divina e a obedeceu. O líder cristão é também um homem vocacionado. É o Espírito Santo quem constitui líderes na igreja. Embora o episcopado pode ser desejado pelo homem, o chamado é divino. Embora a igreja escolha seus líderes, é Jesus quem chama a si os que ele mesmo quer para apascentar suas ovelhas e anunciar as boas novas de salvação. 
Em segundo lugar, o ministério não é plataforma de privilégios, mas uma arena de renúncia. "Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo…". A liderança cristã exige renúncia. Ser um líder cristão é abraçar uma sacrossanta carreira, uma excelente obra. Mas, não uma obra de engrandecimento pessoal. Ser grande é ser pequeno. Ser líder é ser servo. Ser o maior é ser servo de todos. Paulo enfrentou toda sorte de provações no exercício do seu ministério. Foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica e Beréia, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, foi acusado em Cesaréia, foi picado por uma cobra em Malta e foi preso em Roma. Suportou cadeias e açoites. Foi fustigado com varas e apedrejado. Mesmo em face da morte, não considerou sua vida preciosa para si mesmo. A abnegação e não a megalomania foi o apanágio de sua vida.
Em terceiro lugar, o ministério é regido por um ideal mais alto do que a própria vida. "… para testemunhar o evangelho da graça de Deus". Quando o ideal é maior do que a vida, vale a pena dar a vida pelo ideal. Testemunhar o evangelho da graça era o grande vetor da vida de Paulo. Ele respirava o evangelho. Vivia pelo evangelho. Estava pronto a se sacrificar e a morrer pelo evangelho. Nenhuma outra motivação governava sua vida. Não buscava grandeza para si mesmo. Não cobiçava ouro nem prata. Não buscava para si riquezas nem fama. Mesmo sofrendo ameaças e passando parte de sua vida encarcerado, jamais perdeu o entusiasmo de viver nem o senso de urgência de proclamar o evangelho. Considerava-se prisioneiro de Cristo e embaixador em cadeias. Mesmo diante das mais terríveis adversidades, Paulo tinha o coração ardente, os pés velozes e os lábios abertos para proclamar Cristo, a essência do evangelho.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

As Raposinhas

    Apanhem para nós as raposas, as raposinhas que estragam as vinhas, pois as nossas vinhas estão floridas. (Ct 2:15)

     Alguns acreditam que estas raposinhas são uma espécie de parasitas que  crescem em volta das vinhas e começam a devastar, sorrateiramente a plantação. Um fato curioso é a semelhança que ela tem com a vinha e, portanto, somente um viticultor experiente poderá reconhecê-la e retirá-la antes que acabe com toda a plantação! Outros acreditam que são os filhotes das raposas.
    Tanto um quanto o outro o resultado é o mesmo: Destruição da vinha.
    E no nosso casamento o que seriam as raposinhas? São os pequenos conflitos, brigas e questões mal resolvidas ou não resolvidas. Tudo o que causa irritação, tira a paz e o sossego de um ou ambos os cônjuges. Existem casais que se irritam por questões tão pequenas que para um observador de fora, não passam de coisas de criança. Tem esposas que reclamam porque o marido larga a toalha molhada na cama, ou os sapatos pelo corredor, assim como os maridos reclamam da calcinha pendurada no registro do chuveiro, dos objetos que estavam em cima da mesa que de tão bem guardado que foram pela esposa, não conseguem encontrar. Então, pergunto: Vale mesmo a pena brigar por coisas tão sem importância? Que tal analisarmos esses pequenos entraves matematicamente?  Quanta energia se gasta numa briga por essas coisinhas, ou seriam raposinhas? Assim como as raposinhas destroem aos poucos, a vinha pela raiz, que vai murchando e secando até morrer, essas “coisinhas” aos poucos vão murchando o carinho, a amizade, o respeito e secando o amor entre os cônjuges até que não haja mais casamento. Sendo assim para salvarmos o casamento precisamos eliminar as raposinhas. Gastaríamos bem menos energia se ao invés de reclamarmos porque o nosso cônjuge deixou de fazer algo e começar uma briga, fizéssemos aquilo que ele (ela) deixou de fazer. Se ao invés de reclamar da calcinha no registro, pegarmos a mesma e a pendurarmos no varal e se ao invés de reclamar dos sapatos no corredor, guardarmos os mesmos na sapateira, economizamos energia, marcamos pontos com nosso cônjuge e mantemos a saúde de nosso casamento. Então, mãos a obra! Eliminemos de nosso casamento as raposinhas e corrijamos os erros ao invés de reclamarmos deles. Como diz provérbios 15:1  A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.   Sejamos brandos, mansos e amorosos e vivamos felizes!  
No amor de Cristo,
Pr. André Sabatini 
Se tiver algo que você vive pedindo ao seu cônjuge para fazer ou deixar de fazer, escreva nos comentários e vamos ver se são problemas comuns dos homens e mulheres, ou algo isolado.

Fonte: http://casaiscompropositos.blogspot.com.br/2013/03/as-raposinhas.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+CasaisComPropsitos+(Casais+com+Prop%C3%B3sitos)