Mostrando postagens com marcador Escola. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escola. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cristãos indonésios são presos por blasfêmia

Indonesia men.jpg
Em 2010, Rudi e seus irmãos decidiram converter-se ao cristianismo após seu melhor amigo ter-lhes contado as boas novas sobre Isa (Jesus). Eles foram batizados em 2011. Logo após este ocorrido, a maioria de seus familiares tornou-se seguidora de Isa e também se batizou. Uma vez ao mês, eles se reuniam em outra cidade para um programa de discipulado.

Após a conversão e o batismo da família, há dois anos, o primeiro filho de Rudi foi expulso da escola porque compartilhara histórias de Isa. O pequeno foi obrigado a reiniciar a primeira série em uma nova escola. No mesmo ano (2011), Rudi sofreu um leve derrame, o que fez sua esposa Alia* parar de trabalhar para permanecer em casa, cuidando dele.

“No momento, sentia-me como se tivesse recebido uma pedrada, porque era uma nova cristã e estava sofrendo por causa disso, estava muito deprimida. Mas agradeço a Isa, pois também senti seu grande conforto naqueles tempos difíceis”, conta Alia, com um sorriso.

Mesmo que a família de Rudi não tenha mudado de atitude com as pessoas após a conversão, moradores do vilarejo começaram a perceber mudanças no comportamento da família. Os problemas começaram em fevereiro de 2013, após a família ter regressado ao vilarejo depois de uma reunião de ex-muçulmanos, em que a filha de 15 anos de um parente foi batizada.

Em março de 2013, a adolescente ingenuamente divulgou os detalhes de sua viagem a membros de outra família muçulmana e um grupo de pessoas se juntou ao redor da casa de Rudi, que negou as acusações, mas isso não impediu a multidão irada de continuar a interrogá-lo. Assim, a polícia chegou e prendeu Rudi e seu irmão.

Temendo por sua segurança, Alia decidiu se mudar para fora do vilarejo com seus filhos e, agora, eles estão morando com um missionário local. Alia lamenta que sua filha tenha parado de frequentar a escola após o incidente, enquanto que seus dois filhos continuam a ir, mas têm de enfrentar a hostilidade de seus professores e colegas da escola.

A despeito das dificuldades econômicas e da exclusão da família, Alia não se sente só. Ela testifica que Isa sempre provê o que eles necessitam e nunca falhou em provar Seu amor para com eles. Ela confia sua vida nas mãos dele e crê que o que aconteceu faz parte do risco de se tornar um seguidor de Jesus.

 “Quando meu esposo e seu irmão foram presos, pedi a Isa que enviasse alguém para ajudá-los, e ele enviou vocês (Portas Abertas). Isso me faz crer que ele se importa conosco. Obrigada, Portas Abertas! Deus os abençoe!”. Alia não conseguia segurar as lágrimas.

Um advogado, representante de Portas Abertas, está investigando o caso.

*Nomes alterados por questões de segurança
Pedidos de oração
• Ore por Alia e seus três filhos. Eles lutam por sua educação e precisam de encorajamento para terminar seus estudos.  Peça ao Senhor para que ele os conforte e os fortaleça, mesmo quando sofrem bullying e zombaria por causa de sua fé em Isa. Interceda pela saúde de Alia enquanto cuida dos filhos e viaja uma vez por semana para ver seu esposo e fortalecê-lo.
• Apresente diante de Deus a saúde de Rudi e de seu irmão. As condições da prisão e a pressão dos policiais os fazem se sentir deprimidos. Ore pela proteção e conforto do Senhor, para que os cristãos possam ser bênção para os incrédulos na prisão.
• Interceda pelo advogado, representante da Portas Abertas, para que o Senhor lhe dê sabedoria para ajudar nossos irmãos ex-muçulmanos a receberem seus direitos como cidadãos indonésios.
• Peça a Deus por todos os ex-muçulmanos na Java Ocidental; eles sofrem perseguição e são pressionados por suas famílias e comunidades. Ore pela proteção de Deus sobre eles.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Apesar do desaparecimento das filhas, mãe permanece firme na fé!



NIGÉRIA -

Juliana, uma viúva de 50 anos, que mora ao norte da Nigéria, sente-se atacada por todos os lados. Mesmo assim, ela se mantém firme em sua fé em Jesus Cristo. Ela é mãe de Diana, 19, e Maryamu, 21, que, em 2011, desapareceram do dormitório da escola em que estudavam.

As lutas na vida de Juliana começaram em 2004, quando seu marido foi atacado e morto por um grupo de extremistas. Os assassinos atacaram a vila onde a família morava e atearam fogo à casa de Juliana, deixando-a empobrecida e com o futuro incerto. Quando menos esperava, ela teve de assumir o cuidado e a provisão de seus filhos sozinha.

Um tempo depois, Juliana e suas três crianças mudaram-se para uma cidade próxima. Ela lavava roupas nas casas de outras pessoas para pagar pela comida e estudo de seus filhos. Um dia, enquanto caminhava para o trabalho, Juliana foi atropelada por um carro. O motorista fugiu, deixando-a inconsciente, com uma perna quebrada e sangrando muito. Felizmente, um "bom samaritano" a ajudou a chegar até a calçada e chamou a polícia. Ela foi levada para o hospital, mas, devido à fratura, teve de amputar sua perna.

Pela segunda vez, Juliana sentiu seu mundo desmoronar. Ela ficou sob observação médica por alguns meses até receber alta do hospital. Em janeiro de 2011, ela e seus filhos foram morar em Tafawa Balewa, uma área cristã da Nigéria. Lá, ela matriculou seus filhos no ensino médio graças ao apoio de uma igreja local que ficou sabendo de sua situação. Por muito tempo, Juliana encorajou suas duas filhas e seu filho a pensar e orar sobre o futuro, para que Deus o tornasse possível. Diana, Maryamu e Peter sempre a encorajaram também. Eles eram uma família muito unida.

Porém, outra calamidade os atingiu, dois meses depois. A escola onde as meninas estudavam foi fechada pelo Ministério da Educação do Estado de Bauchi. Assim, para completar sua formação, as meninas foram transferidas para uma escola pública em Yana, uma região predominantemente muçulmana, a 250 quilômetros de Tafawa Balewa.

Em uma suposta tentativa de eliminar os cristãos de Tafawa Balewa, extremistas executaram mais de 50 ataques na cidade ao longo de vários anos. Muitos cristãos foram mortos, escolas foram fechadas e outras medidas supressivas foram tomadas contra os servos de Deus. O desligamento da escola onde Diana e Maryamu estudavam era parte da estratégia, forçando todas as meninas cristãs a se realocarem em outra escola, em Yana.

A história de Juliana sofreu mais uma reviravolta quando suas filhas foram estudar longe de casa, em junho de 2011, junto com outras 15 meninas. Certa ocasião, quando alguns pais foram visitar a instituição nova, as autoridades da escola declararam "não saber" do paradeiro das estudantes. Elas haviam desaparecido, e ninguém sabia onde estavam. Até hoje, ninguém sabe se estão vivas ou mortas.

Juliana lamenta: "Acho que o fim de minha vida chegou. Perdi meu marido, uma perna e agora tenho mais uma dor inimaginável: os orgulhos da minha vida, Diana e Maryamu, sumiram. Elas enchiam o meu coração de alegria, ajudando-me de tantas formas! Agora, não consigo nem imaginar o que aconteceu com elas. Extremistas podem ter matado minhas filhas! O que faço sem elas?".

O importante é confiar em Deus
Hoje, Juliana anda com o auxílio de muletas. Mesmo estando muito traumatizada, ela sempre carrega sua Bíblia, para ser fortalecida por meio da Palavra de Deus. Seu filho, Peter, tem encorajado a mãe a confiar no Senhor.

"O diabo quer que eu duvide de Deus, mas não vou fazer isso. Vou continuar firme em Deus, mesmo que eu não saiba exatamente o que está acontecendo em minha vida. Vou continuar confiando nele. Quero ouvir dele a resposta para a minha situação", afirmou Juliana durante uma visita recente de um colaborador da Portas Abertas.

Na época, Juliana estava sofrendo, precisando de assistência médica, mas sem recursos para pagar por uma consulta. Ela também estava muito traumatizada pelo desaparecimento de suas filhas e precisando de aconselhamento espiritual e emocional. Ela tenta manter-se esperançosa na busca por suas filhas, mesmo sabendo que o desaparecimento de moças cristãs é comum no norte da Nigéria.

"A visita à Juliana foi muito especial e encorajadora", disse o colaborador da Portas Abertas. "Ela confessou abertamente que ninguém se ofereceu para ouvi-la desde que toda essa situação teve início em sua vida". Depois de orar com ela e compartilhar uma mensagem da Bíblia, o representante da Portas Abertas foi capaz de plantar um sorriso no rosto de Juliana. Mas, enquanto se despediam, um contato local chegou com a notícia de que militantes muçulmanos haviam invadido uma área da cidade e atearam fogo a alguns prédios. "Sob tais circunstâncias, deixei Juliana e voltei à cidade por outro caminho", concluiu ele.

* Pedidos de oração *

- Ore para que as filhas de Juliana e as outras 15 meninas que desapareceram sejam encontradas ilesas.
- Peça a Deus para que todos os cristãos de Tafawa Balewa mantenham-se firmes em sua fé.
- Interceda por Juliana, para que ela receba ajuda financeira e consiga pagar por uma assistência médica regular.
- Clame ao Espírito Santo para que Ele ministre na vida de Juliana e ela obtenha aconselhamento emocional para lidar com os traumas que sofreu.

Fonte: Portas Abertas